No nosso primeiro post sobre Modelos de Formação referimos o modelo de Escola versus o de Clube.
Neste iremos abordar as vantagens e desvantagens na forma como os treinadores os vêem. Assim é unânime (ou quase) para os treinadores dos clubes que as escolas são valiosas na formação inicial dos atletas, nomeadamente nos aspectos técnicos, referindo no entanto que devem iniciar a competição relativamente cedo porque "a competição é que os faz desenvolver".
Por outro lado os "puristas" do modelo de escola defendem que o seu modelo é o mais acertado e que a competição pode começar mais tarde (sub-12) porque "um atleta bem formado rápidamente se adapta à competição" e que os clubes ao darem demasiada importância à competição (e ao ganhar) não dedicam tempo suficiente aos aspectos básicos da formação.
Como observadores podemos confirmar que os miúdos com formação de escola têm, em média, melhores skills técnicos, melhor comportamento e melhor noção de organização e que levam mais ou menos uma época a adaptarem-se ao mundo competitivo, essencialmente no posicionamento no campo e na luta corpo-a-corpo.
Como em todas as coisas, provavelmente o melhor modelo será a junção das virtudes dos dois, a que não será alheia a possibilidade de na próxima época vermos a competir equipas da Escola Pauleta, sendo o inverso (os clubes desviarem mais tempo para a aprendizagem) sempre mais complicado dado o quadro competitivo em vigor.
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terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
terça-feira, 31 de março de 2009
Santa Clara na Taça Academia Sporting

No último domingo as Escolas do Santa Clara estiveram representadas na Taça Academia Sporting, por 3 equipas constituidas por atletas nascidos em 1999 e 2000, numa iniciativa de âmbito nacional organizada pela SAD do Sporting Clube de Portugal.
Com duas vitórias e uma presença nas meias-finais os nossos rapazes mostraram o seu valor num convivio com cerca de 3 centenas de pequenos craques de futebol, e apuraram-se para a fase nacional que decorrerá na Academia do Sporting a 6 de Julho.
Em baixo transcrevemos o Press Release do Sporting


"Taça Academia Sporting fez furor em S. Miguel
A cidade da Ribeira Grande recebeu em clima de grande entusiasmo e euforia a etapa açoriana da Taça Academia Sporting. Uma vez mais, ficou comprovada a validade desta iniciativa promovida pela Sporting, SAD, com 35 equipas a marcarem presença, num total de mais de 280 crianças.
Foi em clima de grande festa, que os jogos da Taça Academia Sporting, tiveram início pelas 10 horas, com todas as regiões da bonita Ilha Verde a estarem representadas por equipas. O cariz social da iniciativa ficou uma vez mais vincado, pois não é todos os dias, que crianças oriundas de zonas mais humildes, tem a oportunidade de participar num evento desta natureza gratuitamente e ainda para mais sob a égide do Sporting.
Apuradas para a final nacional a realizar na Academia Sporting/Puma no dia 6 de Julho, ficaram as equipas dos Reguilas no Escalão A e dos Traquinas no Escalão B, que venceram respectivamente os EB Rabo de Peixe e a EF Pauleta B1.
Em jeito de balanço refira-se nas sete jornadas já realizadas da Taça Academia Sporting, já participaram mais de 2300 crianças, divididas por cerca de três centenas de equipas, um número que vai certamente registar um grande aumento, com a realização das próximas etapas que se vão realizar em Lisboa (18 de Abril), Setúbal (2 de Maio), Faro (23 de Maio), Braga (30 de Maio) e Porto (31 de Maio).
Alcochete, 29 de Março de 2009"
terça-feira, 3 de março de 2009
Modelos de Formação
A formação de atletas no futebol em Portugal tem-se baseado em dois modelos: o modelo de escola (mais recente) e o modelo de clube.
O modelo de escola que se iniciou no fim dos anos 80 com o aparecimento das primeiras escolas patrocinadas por ex-craques nacionais como o Humberto Coelho ou mais recentemente com a do Pauleta, introduziram um conceito de aprendizagem e desenvolvimento diferente do que até aí se praticava nos escalões de formação dos clubes, muito decalcado do modelo competitivo dos seniores.
As escolas ao reduzirem a componente competitiva concentram-se na aquisição e desenvolvimento de competências do atleta na sua globalidade, nos aspectos psicomotores, desportivos, sociais e educativos para além do futebol própriamente dito. O atleta não está confinado a uma equipa, a sua evolução depende únicamente de si para progredir para classes mais avançadas. O modelo representa uma escola comum em que os treinadores são professores.
Este modelo também permitiu a chegada ao futebol de profissionais qualificados e do inicio da actividade por atletas cada vez mais jovens (5 anos).
O tradicional modelo de clube, tem sido ao longo de gerações o garante da continuidade da modalidade, tendo evoluido mais lentamente na componente formativa pela forte componente competitiva que o caracteriza, herdado do modelo dos séniores (treino, jogo e esquema competitivo). Os atletas evoluem em grupo (por equipa).
Actualmente conta também com profissionais qualificados e projectos de formação bem definidos, dependendo no entanto dos clubes em que se inserem no que toca a meios financeiros e humanos.
A competição passou a ser cada vez mais precoce (escolas e pré-escolas), iniciando-se agora pelo futebol de 7.
O modelo de escola que se iniciou no fim dos anos 80 com o aparecimento das primeiras escolas patrocinadas por ex-craques nacionais como o Humberto Coelho ou mais recentemente com a do Pauleta, introduziram um conceito de aprendizagem e desenvolvimento diferente do que até aí se praticava nos escalões de formação dos clubes, muito decalcado do modelo competitivo dos seniores.
As escolas ao reduzirem a componente competitiva concentram-se na aquisição e desenvolvimento de competências do atleta na sua globalidade, nos aspectos psicomotores, desportivos, sociais e educativos para além do futebol própriamente dito. O atleta não está confinado a uma equipa, a sua evolução depende únicamente de si para progredir para classes mais avançadas. O modelo representa uma escola comum em que os treinadores são professores.
Este modelo também permitiu a chegada ao futebol de profissionais qualificados e do inicio da actividade por atletas cada vez mais jovens (5 anos).
O tradicional modelo de clube, tem sido ao longo de gerações o garante da continuidade da modalidade, tendo evoluido mais lentamente na componente formativa pela forte componente competitiva que o caracteriza, herdado do modelo dos séniores (treino, jogo e esquema competitivo). Os atletas evoluem em grupo (por equipa).
Actualmente conta também com profissionais qualificados e projectos de formação bem definidos, dependendo no entanto dos clubes em que se inserem no que toca a meios financeiros e humanos.
A competição passou a ser cada vez mais precoce (escolas e pré-escolas), iniciando-se agora pelo futebol de 7.
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