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domingo, 17 de fevereiro de 2013

Competição formal antes dos 12 anos? E se a resposta fosse não?

Actualmente algumas correntes acerca do Desporto de Formação questionam se deveria existir competição formal antes dos 12 anos. Apesar de ser controverso quando e em que moldes se deve iniciar a competição formal, em alguns países começam a passar dos argumentos aos actos.
Em Ontário, Canada, a competição de futebol deixará de ter uma classificação e um vencedor e nos próprios jogos não se registará o marcador em competições sub-12.
Esquisito? Veja a noticia em: http://www.thestar.com/sports/soccer/2013/02/16/ontario_youth_soccer_to_stop_keeping_score_standings.html

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Modelos de Formação III - A competição

Como identificamos nos Modelos de Formação e Modelos de Formação II, a competição acaba por ser o ponto de encontro dos dois modelos.
A competição normalmente é mal entendida nestes escalões, sendo muitas vezes confundida com o ganhar ou o mostrar resultados, razão pela qual surgem muitas vezes expressões como "ser muito competitivo" de forma depreciativa.

Na Formação a competição tem de ser vista como mais um processo de aprendizagem. Competir significa: fazer concorrência ou concorrer com alguém pelo mesmo objectivo. Competir desportivamente significa concorrer com regras, significa uma aprendizagem para a vida.

Em termos desportivos ninguém é "excessivamente competitivo" poderá sim sê-lo pelas razões erradas, quando se pretendem "campeões a todo o custo" desvirtuando todo o potencial que a competição comporta quando nos referimos aos escalões de formação.

Por outro lado para que o processo de competição se torne efectivo será necessário que sejam atendidas algumas condições, nomeadamente, a igualdade, a diversidade e a justiça. Assim todos os atletas deverão ter as mesmas oportunidades de se exporem à competição, com diferentes adversários para que haja necessidade de ultrapassarem diferentes desafios e num quadro de justiça competitiva em que os concorrentes estejam a um nível similar.

Com estes pressupostos a competição torna-se uma ferramenta e uma aprendizagem, desenvolvendo nos jovens atletas a vontade e a capacidade de transpor obstáculos no campo como na vida, fazendo com que as vitórias surjam naturalmente como o resultado de um trabalho bem feito, cabendo aos formadores e ás instituições responsáveis pela competição fazer com que aconteça.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Modelos de Formação II

No nosso primeiro post sobre Modelos de Formação referimos o modelo de Escola versus o de Clube.

Neste iremos abordar as vantagens e desvantagens na forma como os treinadores os vêem. Assim é unânime (ou quase) para os treinadores dos clubes que as escolas são valiosas na formação inicial dos atletas, nomeadamente nos aspectos técnicos, referindo no entanto que devem iniciar a competição relativamente cedo porque "a competição é que os faz desenvolver".

Por outro lado os "puristas" do modelo de escola defendem que o seu modelo é o mais acertado e que a competição pode começar mais tarde (sub-12) porque "um atleta bem formado rápidamente se adapta à competição" e que os clubes ao darem demasiada importância à competição (e ao ganhar) não dedicam tempo suficiente aos aspectos básicos da formação.

Como observadores podemos confirmar que os miúdos com formação de escola têm, em média, melhores skills técnicos, melhor comportamento e melhor noção de organização e que levam mais ou menos uma época a adaptarem-se ao mundo competitivo, essencialmente no posicionamento no campo e na luta corpo-a-corpo.

Como em todas as coisas, provavelmente o melhor modelo será a junção das virtudes dos dois, a que não será alheia a possibilidade de na próxima época vermos a competir equipas da Escola Pauleta, sendo o inverso (os clubes desviarem mais tempo para a aprendizagem) sempre mais complicado dado o quadro competitivo em vigor.

terça-feira, 3 de março de 2009

Modelos de Formação

A formação de atletas no futebol em Portugal tem-se baseado em dois modelos: o modelo de escola (mais recente) e o modelo de clube.

O modelo de escola que se iniciou no fim dos anos 80 com o aparecimento das primeiras escolas patrocinadas por ex-craques nacionais como o Humberto Coelho ou mais recentemente com a do Pauleta, introduziram um conceito de aprendizagem e desenvolvimento diferente do que até aí se praticava nos escalões de formação dos clubes, muito decalcado do modelo competitivo dos seniores.

As escolas ao reduzirem a componente competitiva concentram-se na aquisição e desenvolvimento de competências do atleta na sua globalidade, nos aspectos psicomotores, desportivos, sociais e educativos para além do futebol própriamente dito. O atleta não está confinado a uma equipa, a sua evolução depende únicamente de si para progredir para classes mais avançadas. O modelo representa uma escola comum em que os treinadores são professores.
Este modelo também permitiu a chegada ao futebol de profissionais qualificados e do inicio da actividade por atletas cada vez mais jovens (5 anos).

O tradicional modelo de clube, tem sido ao longo de gerações o garante da continuidade da modalidade, tendo evoluido mais lentamente na componente formativa pela forte componente competitiva que o caracteriza, herdado do modelo dos séniores (treino, jogo e esquema competitivo). Os atletas evoluem em grupo (por equipa).
Actualmente conta também com profissionais qualificados e projectos de formação bem definidos, dependendo no entanto dos clubes em que se inserem no que toca a meios financeiros e humanos.
A competição passou a ser cada vez mais precoce (escolas e pré-escolas), iniciando-se agora pelo futebol de 7.