"O guarda-redes do futuro ver-se-á obrigado a intervir técnica e tacticamente na organização colectiva do jogo em ataque e em defesa, a jogar com os pés quando solicitado pelos seus companheiros e sob pressão do adversário, a sair fora da sua área para interceptar bolas, tornando-se por vezes o “libero” da sua linha defensiva. Será também forçado a possuir um amplo leque de soluções e esquemas mentais de percepção, decisão e imediata execução que lhe permita adaptar-se a toda e qualquer realidade que o jogo lhe imponha, tornando-se assim crucial muni-lo de um conjunto de skills que lhe possibilite dar a melhor resposta em cada momento."
Pêjo
Treinador de Guarda-Redes
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
domingo, 23 de outubro de 2011
O que é um guarda-redes que ganha pontos?
Na época 2010/2011 Jorge Jesus justificou a contratação de um novo guarda-redes com a necessidade de ter um guardião que ganhasse pontos. Chegou mesmo a quantificar: 12 pontos por época.
Roberto acabou por ter uma época muito atribulada e contestada no Benfica apesar de, provavelmente, ter ganho mais de 12 pontos para o seu clube.
Rui Patricio que chegou a titular no Sporting pela mão de Paulo Bento, nas primeiras épocas foi considerado um guarda-redes que "dava" pontos ao adversário, hoje já por várias vezes garantiu pontos decisivos no seu clube e na selecção nacional onde recentemente assumiu a titularidade.
No recente Portugal-Islândia a nossa selecção mostrou-se bastante concretizadora (5 golos) e algo frágil a defender (sofreu 3 golos) mas acabou por levar os 3 pontos em disputa. A Rui Patricio coube a façanha de ganhar 2 pontos ao evitar o empate com duas grandes intervenções. E porque devemos atribuir estes 2 pontos unicamente ao guarda-redes? Bem, se calhar porque nas referidas jogadas ele era o último a bater e foi graças à sua intervenção que o resultado não se alterou.
Muitos poderiam questionar, mas não é essa a função do guarda-redes? Poderiamos devolver a questão aos avançados quando falham frente à baliza, não é a sua função marcar?
Qualquer jogo começa com um empate, com a hipótese de perdermos 1 ponto e a chance de ganharmos 3. Um guarda-redes que falhe pode perder 1 ponto ou 2 (ou até mesmo 3) se a sua equipa estiver a vencer. Por outro lado um avançado que falhe sistemáticamente o golo não perderá nada pois continuará com o ponto inicial e quanto muito não ganha os 2 pontos extra.
É na taxa de sucesso versus a taxa de erro que reside a capacidade de o guarda-redes ganhar pontos quer a evitar derrotas, a evitar empates ou mesmo segurar vitórias tangenciais. Aliada a uma taxa de sucesso positiva (conseguindo ser eficaz nas suas acções) ao guarda-redes exige-se uma baixissima taxa de erro (não dar "frangos").
Mais do que ganhar 12 pontos por época na coluna do saldo positivo é imperativo que a coluna do saldo negativo se mantenha o mais próximo de zero possivel. Isso poderá explicar a contestação de Roberto que apesar dos 12 pontos ganhos manteve um saldo negativo demasiado elevado e até a ascenção de Rui Patricio a titular da selecção nacional, pela experiência ganha nas últimas épocas, que lhe permitiu elevar o saldo de pontos ganhos e reduzir drásticamente a coluna dos pontos perdidos.
Assim podemos considerar que um guarda-redes ganhador de pontos para além duma taxa de sucesso elevada terá que ter um nível de erro minimo, tal como acontece com guardiões como Artur ou Helton na presente época. A isso chama-se na giria, consistência.
Roberto acabou por ter uma época muito atribulada e contestada no Benfica apesar de, provavelmente, ter ganho mais de 12 pontos para o seu clube.
Rui Patricio que chegou a titular no Sporting pela mão de Paulo Bento, nas primeiras épocas foi considerado um guarda-redes que "dava" pontos ao adversário, hoje já por várias vezes garantiu pontos decisivos no seu clube e na selecção nacional onde recentemente assumiu a titularidade.
No recente Portugal-Islândia a nossa selecção mostrou-se bastante concretizadora (5 golos) e algo frágil a defender (sofreu 3 golos) mas acabou por levar os 3 pontos em disputa. A Rui Patricio coube a façanha de ganhar 2 pontos ao evitar o empate com duas grandes intervenções. E porque devemos atribuir estes 2 pontos unicamente ao guarda-redes? Bem, se calhar porque nas referidas jogadas ele era o último a bater e foi graças à sua intervenção que o resultado não se alterou.
Muitos poderiam questionar, mas não é essa a função do guarda-redes? Poderiamos devolver a questão aos avançados quando falham frente à baliza, não é a sua função marcar?
Qualquer jogo começa com um empate, com a hipótese de perdermos 1 ponto e a chance de ganharmos 3. Um guarda-redes que falhe pode perder 1 ponto ou 2 (ou até mesmo 3) se a sua equipa estiver a vencer. Por outro lado um avançado que falhe sistemáticamente o golo não perderá nada pois continuará com o ponto inicial e quanto muito não ganha os 2 pontos extra.
É na taxa de sucesso versus a taxa de erro que reside a capacidade de o guarda-redes ganhar pontos quer a evitar derrotas, a evitar empates ou mesmo segurar vitórias tangenciais. Aliada a uma taxa de sucesso positiva (conseguindo ser eficaz nas suas acções) ao guarda-redes exige-se uma baixissima taxa de erro (não dar "frangos").
Mais do que ganhar 12 pontos por época na coluna do saldo positivo é imperativo que a coluna do saldo negativo se mantenha o mais próximo de zero possivel. Isso poderá explicar a contestação de Roberto que apesar dos 12 pontos ganhos manteve um saldo negativo demasiado elevado e até a ascenção de Rui Patricio a titular da selecção nacional, pela experiência ganha nas últimas épocas, que lhe permitiu elevar o saldo de pontos ganhos e reduzir drásticamente a coluna dos pontos perdidos.
Assim podemos considerar que um guarda-redes ganhador de pontos para além duma taxa de sucesso elevada terá que ter um nível de erro minimo, tal como acontece com guardiões como Artur ou Helton na presente época. A isso chama-se na giria, consistência.
Santa Clara volta a vencer Águia dos Arrifes
Já a contar para a fase final do Campeonato de Iniciados o Santa Clara voltou aos Arrifes para defrontar o Águia.
Num jogo, mais uma vez, de sentido único o Santa Clara voltou a apresentar um jogo mais maduro e ofensivo, chegando naturalmente aos 4-0 na primeira parte e fechando o encontro com mais 4 golos sem resposta.
Destaque ainda para Miguel Rodrigues que assinou um hat-trick regressando assim a sua veia goleadora.
Quarta-feira o Santa Clara recebe o Maritimo.
Num jogo, mais uma vez, de sentido único o Santa Clara voltou a apresentar um jogo mais maduro e ofensivo, chegando naturalmente aos 4-0 na primeira parte e fechando o encontro com mais 4 golos sem resposta.
Destaque ainda para Miguel Rodrigues que assinou um hat-trick regressando assim a sua veia goleadora.
Quarta-feira o Santa Clara recebe o Maritimo.
sábado, 15 de outubro de 2011
Iniciados do Santa Clara fazem pleno na 1ª série
Os Iniciados do Santa Clara voltaram a vencer para a última jornada da 1ª série, desta vez com uma folgada vitória por 9-0 sobre a Escola Pauleta.
A equipa apresentou o seu tipico jogo de ataque mas com uma circulação superior de bola e com elevada eficácia na concretização, que mais uma vez poderia ter atingido outros números dado o fluxo constante de ataque do Santa Clara, tendo o guarda-redes encarnado sido chamado a intervir uma única vez.
Novidade foi mesmo a equipa de arbitragem oficial que dirigiu o jogo após a "tempestade" das últimas semanas.
A equipa apresentou o seu tipico jogo de ataque mas com uma circulação superior de bola e com elevada eficácia na concretização, que mais uma vez poderia ter atingido outros números dado o fluxo constante de ataque do Santa Clara, tendo o guarda-redes encarnado sido chamado a intervir uma única vez.
Novidade foi mesmo a equipa de arbitragem oficial que dirigiu o jogo após a "tempestade" das últimas semanas.
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Iniciados e Infantis voltam a vencer
Os iniciados venceram o jogo frente ao Águia por 4-0 enquanto os infantis A derrotatam o U. Micaelense A por 8-1.
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